As imagens de Alcácer debaixo de água. Nível de cheia supera os 2 metros
- 04/02/2026
A zona ribeirinha de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, continua completamente inundada, depois do rio ter galgado a margem e atingido várias ruas da cidade.
Pelas 20h00, o nível de cheia na zona baixa de Alcácer do Sal já tinha ultrapassado os dois metros. A eletricidade foi cortada naquela zona por precaução.
A inundação abrange agora uma área mais vasta, com a marginal e mais ruas da cidade, agravando ainda mais a situação e prejudicando o comércio.
Lojas, restaurantes, cafés e salões de beleza estão a ser afetados e somam já grandes danos, como mostram as imagens que pode ver na galeria acima.
As duas farmácias daquele concelho foram hoje encerradas e encontram-se inundadas, devido às cheias que estão a assolar esta cidade do distrito de Setúbal.
Em comunicado, a câmara municipal explicou que as duas únicas farmácias da cidade estão encerradas face ao agravamento das inundações e os moradores que necessitarem de medicação terão de se deslocar até ao concelho vizinho de Grândola.
"Em caso de necessidade, a farmácia de serviço de referência passa a ser a Farmácia Pablo, na rua D. Nuno Álvares Pereira 168", lê-se na nota publicada no Facebook da Câmara Municipal de Alcácer do Sal.
As escolas de Alcácer do Sal, Palma e Casebres também foram encerradas esta quarta-feira.
Várias pessoas foram retiradas das suas residências, transportando malas de viagem, e um idoso, que reside na zona ribeirinha, foi auxiliado pelos bombeiros para ir buscar medicação para a sua esposa.
Este fenómeno meteorológico despertou a curiosidade dos cerca de 20 habitantes que estão no local a observar as operações e que se mostram preocupados com a situação.
Num balanço feito hoje sobre a gestão de cheias, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, destacava como um dos casos mais preocupantes o rio Sado, em Alcácer do Sal.
Numa reunião com a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, o responsável disse que a depressão Leonardo já afetou toda a região sul, que todas as barragens do Algarve estão a fazer descargas (incluindo a Bravura, que durante anos não passava de 15%) e que o rio Guadiana também está a chegar a níveis muito elevados, por conta de descargas do lado de Espanha.
Portugal continental está a ser afetado pela depressão Leonardo, prevendo-se até sábado chuva persistente e por vezes forte, queda de neve, vento e agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
O IPMA informou na terça-feira em comunicado que as ondulações frontais associadas à depressão Leonardo irão afetar o estado do tempo em Portugal continental até sábado, com períodos em que a precipitação será persistente e por vezes forte, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marítima forte.
Há uma semana o país foi atingido pela depressão Kristin, que atingiu sobretudo a região Centro e levou à morte de dez pessoas, à destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.
Há ainda a registar centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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