Câmara de Pombal distribui toldos e alimentos a quem precisa
- 02/02/2026
No Pavilhão de Atividades Económicas Desportivas e Culturais junto à margem do rio Arunca estão a ser descarregadas centenas de metros de lonas doadas por várias empresas nacionais e destinada aos habitantes de Pombal, no distrito de Leiria.
António Monteiro, funcionário da Câmara Municipal de Pombal, disse à Lusa que é urgente "tapar as casas 'destelhadas'" por causa do mau tempo que continua a afetar a região centro de Portugal.
Hoje, além dos toldos que são cortados à medida dos pedidos requeridos pelas pessoas necessitadas, chegaram de Aveiro telhas que podem ser levantadas no mesmo local.
Por volta das 15h30 encontravam-se na fila mais de 40 pessoas que aguardavam vez para conseguirem um toldo ou, eventualmente, telhas.
"O problema vai ser a falta de mão de obra para reconstruir as casas atingidas pela tempestade", disse à Lusa António Monteiro, que coordena a entrega das lonas de proteção e as telhas.
A maior parte do material é destinado a edifícios de habitação, mas pequenas empresas e proprietários de armazéns também procuram ajuda para tapar os espaços que ficaram danificados.
Além da entrega dos toldos e das telhas, a autarquia local estabeleceu um centro de doação e entrega de bens alimentares de primeira necessidade, sendo fornecido um cabaz organizado em função do número de pessoas de cada família.
O principal pedido são garrafas de água, mas no mesmo local encontram-se alimentos, material de higiene, roupa e cobertores.
"Além dos alimentos, as pessoas pedem-nos materiais de construçãoh telhas e cimento", explicou Ana Simões, funcionária camarária no centro que funciona na Escola Marquês de Pombal.
O estabelecimento de ensino, no centro da cidade, e que foi afetado na semana passada, ainda não reabriu a atividade escolar devido à queda de árvores de grande porte.
"Ando à procura de lonas para tapar a minha casa. Fiquei sem telhado e preciso tapar tudo por causa do teto", disse Paula Santos moradora de uma aldeia sete quilómetros de Pombal.
Neste momento, outra das preocupações das autoridades autárquicas é a eventual subida do caudal do Arunca "porque a zona baixa da cidade é 'alagadiça' e pode tornar-se grave".
Ao princípio da tarde, a chuva caiu de forma intensa em Pombal.
Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Leia Também: Câmara de Pombal apela à população para se preparar para cheias





