Cerca de 180 palestinianos saíram de Gaza pelo posto de Rafah numa semana
- 08/02/2026
Israel aceitou reabrir a passagem de Rafah, cidade no sul do território palestiniano e a única porta em direção ao exterior sem necessidade de passar por Israel para os habitantes da Faixa de Gaza.
A fronteira estava fechada desde maio de 2024, limitando as entradas e saídas aos habitantes de Gaza, submetidos a condições muito restritas.
Entre segunda-feira e quinta-feira, 135 pessoas, a maior parte doentes e seus acompanhantes, foram autorizados por Israel a deixar a Faixa de Gaza através de Rafah, enquanto outras 88 regressaram do Egito antes do encerramento da passagem na sexta-feira e no sábado, de acordo com o serviço de imprensa do Governo de Gaza, sob autoridade do Hamas.
"Os números oficiais de passagens pelo posto de Rafah entre 02 de fevereiro e 05 de fevereiro mostram uma severa restrição à circulação", declarou à AFP o chefe do serviço de imprensa, Ismail a-Thawabteh.
A Organização das Nações Unidas (ONU) e as organizações humanitárias exigem há meses a reabertura total da fronteira com o Egito, prevista no quadro do plano do Presidente norte-americano, Donald Trump, com vista a pôr fim à guerra entre Israel e o Hamas, tendo em vista permitir a entrada de ajuda humanitária no território devastado.
A reabertura da fronteira no domingo permitiu a saída de 44 palestinianos, "entre os quais 19 doentes e seus acompanhantes", adiantou à AFP o diretor do hospital Al-Chifa da cidade de Gaza, Mohammed Abou Salmiya.
A Cruz Vermelha palestiniana confirmou os números e uma fonte do lado egípcio deu também conta de 44 saídas hoje, o que totaliza 179 saídas em sete dias.
Hoje, várias famílias palestinianas reuniram-se num centro da Cruz Vermelha em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, para acompanhar os seus entes próximos na saída para o Egito.
"O meu filho foi ferido durante a guerra e foi colocada uma placa metálica na sua perna durante um ano e meio. Foi-nos dito que era preciso retirá-la para evitar complicações", contou Rajaa Abou al-Jadian, mãe de um rapaz prestes a ser retirado para o Egito.
De acordo com Mohammed Abou Salmiya, cerca de "20.000 pacientes, dos quais 4.500 crianças" têm atualmente "uma necessidade urgente de tratamento" no território destruído por dois anos de guerra.
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