Conselho de Segurança da ONU condena ataques terroristas no Paquistão
- 03/02/2026
"Os membros do Conselho de Segurança condenam nos termos mais fortes os hediondos e cobardes ataques terroristas ocorridos (...) em 31 de janeiro de 2026. Este ato repreensível de terrorismo resultou na perda dolorosa de 48 cidadãos paquistaneses, incluindo 31 civis", indicou o órgão da ONU em comunicado, frisando que, entre as vítimas civis, estavam cinco mulheres e três crianças.
O Exército de Libertação do Baluchistão (BLA, na sigla em inglês), o principal movimento separatista da província, reivindicou a autoria dos ataques.
Os membros do Conselho de Segurança reafirmaram que o terrorismo, em todas as suas formas e manifestações, constitui uma das mais graves ameaças à paz e à segurança internacionais.
Sublinharam também a necessidade de responsabilizar os "autores, organizadores, financiadores e patrocinadores" desses atos terroristas e "levá-los à justiça".
Nesse sentido, instaram todos os Estados a, em conformidade com as suas obrigações ao abrigo do direito internacional e das resoluções do próprio Conselho de Segurança, cooperarem ativamente com o Governo do Paquistão a esse respeito.
"Os membros do Conselho de Segurança reiteram que quaisquer atos terroristas são criminosos e injustificáveis, independentemente da motivação, de onde e quando sejam cometidos, e por quem quer que sejam cometidos", referiu o comunicado, reforçando a necessidade de uma coordenação internacional no combate ao terrorismo.
Situado no sudoeste do país, o Baluchistão é a maior província do Paquistão, embora a menos povoada, e tem fronteiras internacionais com o Afeganistão, a norte, e o Irão, a oeste, bem como com o mar Arábico, a sul. A província foi anexada pelo Paquistão em 1948.
Os baluchis sentem-se injustiçados na sua província, onde 70% dos habitantes são pobres enquanto o subsolo é rico em minerais e hidrocarbonetos, explorados sobretudo por empresas chinesas.
Ao contrário de grupos nacionalistas moderados, que defendem a autonomia da província, o BLA luta pela independência da região, onde vivem mais de 12 milhões dos cerca de 250 milhões de habitantes do Paquistão.
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