Edite ia trabalhar quando foi morta pelo ex. Deixa dois filhos menores
- 02/02/2026
Edite sonhava ser motorista de autocarros e conseguiu realizar o sonho em 2023. Entrou para Carris Metropolitana nesse ano e era até hoje trabalhadora da empresa. Na madrugada desta segunda-feira, 2 de fevereiro, quando ia trabalhar foi emboscada pelo ex-namorado, que não aceitava o fim da relação.
Acabou morta com quatro disparos de arma de fogo, dois deles no rosto, junto à casa onde vivia com o pai, o irmão e os dois filhos menores, uma menina de 12 anos e um menino de 8, na Avenida de Ceuta, em Lisboa.
Os vizinhos deram o alerta ao ouvirem os tiros e verem o corpo da mulher de 30 anos junto ao carro que, na passada sexta-feira, já tinha aparecido com dois pneus furados.
Passava pouco das 4h da manhã e era ainda de noite. Não se sabe se homicida e vítima trocaram alguma palavra. O que se sabe é que Edite passou a fazer parte do trágica lista de mulheres mortas em contexto de violência doméstica em Portugal.
Ao programa Casa Feliz, da SIC, testemunhas disseram que o suspeito, de 35 anos, também motorista de autocarros, vivia "obcecado" com Edite. A relação já tinha terminado no início do ano, mas ele continuava a colocar imagens dela nas redes sociais e fazer alegadas declarações de amor.
Hoje, depois de matar Edite, entrou para o seu carro e fugiu. Encontra-se agora em parte incerta a ser procurado pelas autoridades.
O caso, inicialmente investigado pela Polícia de Segurança Pública (PSP), passou, entretanto, para a alçada da Polícia Judiciária (PJ).
Ao Notícias ao Minuto, esta autoridade confirmou que está a fazer diligências para tentar localizar o suspeito. Para já, não há notícias de nenhuma detenção.
Óbito declarado no local
Já de manhã, a PSP tinha confirmado ao Notícias ao Minuto o homicídio, revelando que quando chegaram ao local, assim como a equipa de emergência médica, já não havia nada a fazer pela mulher.
O óbito foi declarado no local e as autoridades perceberam imediatamente que a denúncia feita por vizinhos era verdadeira. Edita tinha sido morta com, pelo menos, quatro disparos.
No local não foi encontrada nenhuma arma, nem invólucros das balas.
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