Exército israelita alega ter encontrado armas em carga da agência da ONU
- 03/02/2026
Numa mensagem nas redes sociais, as forças israelitas relataram que, durante buscas no sul da Faixa de Gaza, os militares descobriram "cerca de 110 projéteis de morteiro, vários foguetes e outros equipamentos de combate".
As armas e munições "estavam escondidos em cobertores e sacos de ajuda humanitária da UNRWA", de acordo com a mensagem do exército.
Os militares israelitas enquadraram as buscas como parte das operações a leste da Linha Amarela, que marca a zona da retirada das tropas no âmbito do cessar-fogo na Faixa de Gaza, "com o objetivo de limpar a área de infraestruturas terroristas e armas pertencentes a organizações terroristas" no enclave palestiniano.
A UNWRA ainda nãos e pronunciou sobre as alegações de Israel.
Uma trégua na Faixa de Gaza entre Israel e o grupo islamita Hamas está em vigor desde 10 de outubro e as próximas etapas do acordo preveem a desmilitarização do território devastado por mais de dois anos de guerra e sob grave crise humanitária e o desarmamento das milícias palestinianas.
O parlamento israelita declarou ilegal a atividade da UNRWA no país, prejudicando o trabalho durante o conflito na Faixa de Gaza, bem como em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia ocupada, uma vez que os acessos e a circulação nestes territórios são controlados quase na totalidade por Israel.
Em causa estão acusações de Israel de agência da ONU albergar elementos do Hamas, que o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) concluiu que não foram provadas, tal como uma alegada falta de neutralidade da entidade.
Num parecer divulgado em outubro, o TIJ acrescentou que Israel "tem a obrigação" de concordar e facilitar a distribuição das Nações Unidas e entidades na Palestina, incluindo a UNRWA.
O secretário-geral da ONU manifestou já apoio à UNRWA e condenou as leis israelitas que "dificultam o seu trabalho", bem como a demolição recente das instalações da agência em Jerusalém Oriental.
"As instalações da ONU são invioláveis ??e devem ser respeitadas", alertou António Guterres.
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