"Existem muitas razões e argumentos a favor de um ataque ao Irão"

  • 18/02/2026

"Existem muitas razões e argumentos a favor de um ataque ao Irão", disse Karoline Leavitt numa conferência de imprensa.

 

"O Irão faria bem em chegar a um acordo com o Presidente [norte-americano Donald] Trump", acrescentou.

Ainda assim, Leavitt disse que se registaram "pequenos avanços" diplomáticos, mas que ainda persistem diferenças no curso das negociações nucleares, depois de segunda ronda realizada na terça-feira em Genebra.

"Houve algum progresso, mas ainda estamos muito distantes em alguns temas. Acredito que se espera que os iranianos nos apresentem mais detalhes nas próximas semanas, por isso o Presidente continuará a observar os avanços", acrescentou.

As declarações da Casa Branca surgiram num momento em que os Estados Unidos estão a intensificar o contingente militar no Médio Oriente o que pode indicar a possibilidade de atacar Teerão.

Trump ameaçou o Irão várias vezes com uma intervenção militar se as discussões em curso não resultarem num acordo sobre o programa nuclear iraniano.

O exército norte-americano conta atualmente com 13 navios de guerra no Médio Oriente: o porta-aviões "Abraham Lincoln", que chegou no final de janeiro, nove contratorpedeiros e três fragatas, indicou um responsável norte-americano citado pela agência de notícias France-Presse.

A caminho de região está também o maior porta-aviões do mundo "Gerald Ford", depois de Trump ter ordenado o envio para a região em meados de fevereiro.

O "Gerald Ford" está acompanhado por três contratorpedeiros.

É raro que dois porta-aviões norte-americanos, que transportam dezenas de aviões de combate e operam com milhares de marinheiros a bordo, estejam posicionados ao mesmo tempo no Médio Oriente.

Isso aconteceu em junho passado, quando Trump decidiu realizar ataques aéreos contra três instalações nucleares iranianas durante uma guerra de 12 dias desencadeada por Israel.

Entretanto, o meio de comunicação social norte-americano Axios avançou, citando um conselheiro próximo da administração Trump, que a probabilidade de os Estados Unidos atacarem o Irão era de 90%.

Outras fontes não identificadas mencionadas no artigo disseram que uma eventual campanha militar seria uma iniciativa conjunta com Israel e teria um alcance muito superior aos ataques disferidos pelos EUA às instalações nucleares iranianas em junho do ano passado.

Uma operação militar dos EUA no Irão seria provavelmente uma campanha maciça, com duração de semanas, que se assemelharia mais a uma guerra total do que à operação pontual do mês passado na Venezuela, afirmaram as fontes.

Os Estados Unidos também mobilizaram uma grande frota aérea no Médio Oriente, de acordo com contas especializadas e o site de rastreamento de voos Flightradar24.

O contingente aéreo inclui caças furtivos F-22 Raptor, caças F-15 e F-16 e aviões de reabastecimento KC-135 para apoiar as suas operações.

O Flightradar24 mostrava vários KC-135 a voar no Médio Oriente ou nas proximidades, bem como aviões de vigilância aérea E3 Sentry e aviões de carga em atividade na região.

O Irão afirmou que Teerão e Washington chegaram a um acordo na Suíça na terça-feira sobre "um conjunto de princípios orientadores" para um possível acordo, mas o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, observou que as divergências persistiam em relação às "linhas vermelhas" impostas pelos norte-americanos.

O Irão e os Estados Unidos concluíram esta segunda ronda de negociações em três horas e meia.

As conversações indiretas abordaram questões técnicas relacionadas com o levantamento das sanções impostas ao Irão e os compromissos nucleares.

Washington insistiu em incluir o programa de mísseis balísticos do Irão, o que Teerão rejeitou, realçando diferenças significativas entre os dois lados.

Trump, multiplicou os avisos após a repressão sangrenta de manifestações maciças em janeiro no Irão, deixando aberta a porta a uma solução diplomática, nomeadamente sobre o programa nuclear iraniano.

Na ausência de acordo, Trump ameaçou na sexta-feira o Irão com "consequências traumatizantes" e evocou mesmo abertamente a hipótese de uma mudança de regime.

O Irão tem reafirmado o direito de enriquecer urânio no âmbito de um programa nuclear para fins civis.

O Ocidente e Israel contestam a versão de Teerão, argumentando que não existe uma justificação civil credível para a escala das ambições atómicas iranianas.

Leia Também: Irão diz que está a elaborar roteiro para futuras discussões com os EUA

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2941522/existem-muitas-razoes-e-argumentos-a-favor-de-um-ataque-ao-irao#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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