Francês em morte cerebral após agressões de grupo de extrema-esquerda
- 13/02/2026
O jovem de 23 anos foi agredido na noite de quinta-feira à margem de uma conferência proferida pela eurodeputada Rima Hassan, do partido LFI (esquerda radical), na universidade Sciences Po Lyon, segundo o Le Figaro.
A mesma fonte adianta que várias ativistas do coletivo feminista e identitário Némésis reuniram-se perto do edifício Sciences Po exibindo uma faixa em protesto contra a presença de Rima Hassan, com o slogan "Islamo-esquerdistas fora das nossas universidades".
Alice Cordier, diretora do coletivo Némésis, relatou à imprensa que o protesto contou com cinco a seis mulheres e que alguns homens voluntários estavam posicionados um pouco mais afastados, "prontos para intervir e garantir a segurança caso as ativistas fossem atacadas".
De acordo com Cordier, os homens que acompanhavam as ativistas foram "atacados" por "uma milícia armada", que o coletivo afirma ser composta por militantes Antifa.
A vítima grave, de nome Quentin, "foi derrubada no chão, a sua cabeça foi atingida e repetidamente pontapeada", detalhou o grupo Némésis em comunicado.
Fonte próxima da investigação citada pelo Le Parisien indicou que o jovem sofreu múltiplos ferimentos por arma branca e foi atingido em órgãos vitais.
Segundo o canal BFMTV, a violência envolveu cerca de meia centena de pessoas.
A mesma fonte adiantou que os militantes de extrema-esquerda realizaram ainda um protesto à margem de uma conferência sobre a "negação das leis da guerra" na Universidade Lyon 3.
Uma das voluntárias que acompanhava os ativistas da Nemesis "foi alvo de um ataque e literalmente linchada com luvas de soqueira" quando estes saíam do local, adiantou à Europe 1.
"A nossa ativista está a sofrer de dores de cabeça e náuseas devido ao impacto", afirmou o grupo, anunciando que vai apresentar queixa.
Num comunicado divulgado na sexta-feira à noite, o advogado da família de Quentin, Fabien Rajon, indicou que o jovem "não era segurança nem membro de qualquer serviço de segurança e não tinha antecedentes criminais".
"Quentin nunca esteve no passado envolvido em qualquer caso, muito menos por violência" e a causa mais provável do estado crítico em que se encontra foi "um linchamento gratuito por parte de vários indivíduos, que eram demasiado numerosos e estavam armados, e que atacaram implacavelmente a vítima isolada".
O jovem sofreu uma hemorragia cerebral e o seu estado é crítico, confirmou a procuradoria de Lyon.
Várias fontes indicaram ao Le Figaro que o jovem está em morte cerebral; a sua família confirmou à AFP que se encontra em "estado grave".
O caso entrou rapidamente na crispada política francesa, com a LFI a atribuí-lo a "violência entre a extrema-direita e a extrema-esquerda", e políticos do oposto do espectro a fustigar o partido de esquerda radical.
O líder e provável candidato presidencial da União Nacional (RN, direita radical), Jordan Bardella, defendeu que "a impunidade da extrema-esquerda tem de acabar".
O ex-ministro do Interior e agora candidato presidencial de direita Bruno Retailleau visou diretamente o líder da LFI, Jean-Luc Mélenchon: "Não é a polícia que mata (...), é a extrema-esquerda", acusou.
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