Fundo de Emergência Social da Cáritas de Leiria já angariou 1,5 milhões
- 14/02/2026
A instituição salientou, em comunicado, que o valor angariado de 1.573.112,06 euros reflete a "solidariedade contínua da sociedade portuguesa e a confiança depositada numa resposta que se quer humana, rigorosa e transparente".
A Cáritas Diocesana de Leiria anunciou que irá reunir-se, na próxima quarta-feira, às 14:00, no Seminário Diocesano de Leiria, com os presidentes de Junta e dos municípios das áreas afetadas integradas no território da Diocese de Leiria-Fátima, "no seguimento do compromisso assumido com uma gestão transparente e articulada do Fundo".
Na reunião, vai apresentar e esclarecer o funcionamento do Fundo de Emergência Social -- Tempestade Kristin, nomeadamente o seu Regulamento Interno, e os procedimentos e critérios de atribuição de apoios, reforçando a articulação institucional e a transparência de todo o processo.
"A Cáritas Diocesana de Leiria reafirma o seu compromisso de permanecer no terreno, acompanhando as famílias, sinalizando necessidades e mobilizando recursos", lê-se no comunicado, no qual a instituição apela ao país para não esquecer as zonas mais afetadas.
Em virtude da reorganização logística dos seus armazéns, informou ainda que hoje e domingo não procede à entrega de cabazes alimentares nem à distribuição de bens nas comunidades.
"Esta reorganização é essencial para assegurar uma gestão mais eficiente, rigorosa e equitativa das doações recebidas, reforçando a capacidade de resposta nos próximos dias", sustentou a instituição.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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