Marinha Grande disponibiliza alimento para animais da pecuária
- 08/02/2026
"O município da Marinha Grande está a disponibilizar apoio específico aos detentores de animais de espécies pecuárias, garantindo a entrega de alimentos essenciais, no seguimento dos impactos registados no concelho devido à tempestade", anunciou.
A Câmara da Marinha Grande, no distrito de Leiria e presidida por Paulo Vicente, adiantou que os interessados devem solicitar o apoio no Mercado Municipal de Vieira de Leiria, entre as 10:00 e as 17:00.
"Após a inscrição, efetuada no local, os detentores de animais pecuários (como bovinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos, aves de capoeira, entre outros) poderão proceder ao levantamento de palha, feno e milho", descreveu.
O levantamento dos animais só é efetuado perante a apresentação do documento de identificação.
O município agradeceu "muito todas as doações de roupa e calçado" que têm chegado ao Pavilhão Nery Capucho, que "atingiu o limite máximo de armazenamento" e, por este motivo, não pode continuar a aceitar doações desses itens.
"Agradecemos profundamente toda a solidariedade demonstrada pela comunidade. Cada contributo tem feito a diferença no apoio às famílias afetadas pela depressão Kristin", realçou.
A Marinha Grande anunciou ainda o cancelamento das atividades municipais de Carnaval, "devido à situação excecional vivida no concelho, na sequência da tempestade Kristin, e considerando o impacto significativo sobre a população, as infraestruturas, as instituições e os serviços essenciais".
"A decisão resulta da necessidade de concentrar todos os recursos municipais no apoio à população, na resolução de ocorrências ainda ativas e na reposição da normalidade no concelho", justificou.
Assim, foi cancelado o desfile de Carnaval das Escolas (na Marinha Grande e em Vieira de Leiria), o Carnaval Sénior e o Carnaval da Vieira.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também várias centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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