Mau tempo: Sindicato exige respeito para agentes da Proteção Civil no terreno
- 02/02/2026
Em comunicado, o sindicato assinala que o trabalho desenvolvido pelos agentes de Proteção Civil é "técnico, especializado e essencial à segurança coletiva", para reivindicar "não apenas direitos laborais, mas sobretudo a dignificação da profissão".
Quem está no terreno teve "preparação" para o efeito e demonstra "uma disponibilidade que ultrapassa largamente qualquer lógica de horário ou conforto", realça o sindicato, pedindo "o reconhecimento técnico dos agentes" e "condições adequadas para o cumprimento da missão de proteção e socorro".
Valorizar o que estes agentes fazem no terreno "não pode ser um exercício retórico em momentos de crise, tem de ser uma prática contínua", ressalva a estrutura sindical.
"Não há resposta robusta sem carreiras estruturadas, enquadramento legal adequado e respeito institucional por quem está na linha da frente", vinca, lembrando que os agentes da Proteção Civil estão há "dias consecutivos" no terreno, "em contextos adversos, sob pressão permanente e com elevado desgaste físico e emocional".
O mau tempo que se tem abatido sobre Portugal mobiliza centenas de operacionais no terreno.
O episódio de maior gravidade, a depressão Kristin, na quarta-feira, causou nove mortos (somando a contagem de várias fontes oficiais) e centenas de feridos e desalojados, bem como a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e estruturas, suspensão ou condicionamento de estradas e transportes, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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