Na 'cesta' de verão, que produtos ficaram mais caros? E mais baratos?
- 30/08/2025
Mais uma semana passou e mais uma análise da DECO PROteste trouxe 'mexidas' no cabaz de verão, uma análise especial que contém 'apenas' uma dúzia de alimentos.
Segundo os especialistas referem, na semana de 20 a 27 de agosto, houve mais alimentos que subiram de preço do que aqueles que mantiveram ou baixaram.
Recorde-se que a análise extra engloba 12 produtos habitualmente utilizados durante o verão, sendo estes as febras de porco, frango inteiro, robalo, dourada, carapau, azeite virgem extra, salsichas Frankfurt, café torrado moído, alface frisada, tomate chucha, cebola e batata vermelha.
Mas, afinal, o que subiu e desceu?
De acordo com a análise feita pela associação para a defesa do consumidor, no pódio dos alimentos que que mais subiram de preço encontram-se as salsichas Frankfurt (variação de 12,97%), a cebola (10,01%) e a alface frisada, com uma variação de 3,57%.
A análise adianta ainda que só houve três produtos a descer de preço, sendo estes o carapau (-19%), o café torrado moído (-15,33%) ou a dourada (-0,62%).
É ainda possível perceber, de acordo com as conclusões dos especialistas, que tanto o azeite virgem extra como o frango inteiro mantiveram o preço nesta última semana.
Recorde-se que apesar de a maioria dos produtos ter visto o seu preço aumentar, o preço do cabaz de verão desta semana desceu, custando agora menos 1,17 euros face à semana passada.
Como está a taxa de inflação?
Segundo uma estimativa provisória divulgada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de inflação aumentou 2,8% em agosto, ficando 0,2 pontos percentuais acima da variação de julho.
A informação apurada pelo instituto, ainda sujeita a revisão, aponta para uma aceleração do Índice de Preços no Consumidor (IPC).
Depois de em julho a diferença no índice em relação ao mesmo mês do ano passado ser de 2,64%, a taxa passou para 2,78% este mês, indica o INE na síntese estatística.
O indicador de inflação subjacente - o índice total excluindo os produtos alimentares não transformados e energéticos - registou uma variação de 2,5% face ao valor do índice em agosto do ano passado. Neste caso, a diferença é igual à de julho.
"A variação do índice relativo aos produtos energéticos foi -0,2% (-1,1% em julho) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados terá voltado a acelerar para 7,0% (6,1% no mês anterior)", detalha o INE.
A variação global do IPC em relação a julho (em cadeia) foi negativa, com a diferença mensal a ser de -0,2%. A descida foi menor do que a registada de junho para julho, que foi de -0,4%.
O INE vai publicar os dados definitivos sobre a inflação de agosto a 10 de setembro, altura em que se ficará a saber se os valores provisórios agora divulgados são os mesmos ou se sofrem uma revisão.
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