Nível do rio Tejo deve continuar a descer durante a noite
- 14/02/2026
O rio está com a "situação a estabilizar em alta" e espera-se que vá "paulatinamente descendo durante o resto da noite", embora ainda haja "bastante caudal", afirmou o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, no distrito de Santarém, David Lobato.
A mesma fonte indicou que ainda se registam "caudais de 4.000 metros cúbicos por segundo em Almourol", Vila Nova da Barquinha, e, embora a barragem de Castelo de Bode esteja a fazer descargas, o volume de água libertado está a ser "conjugado com as barragens espanholas" para garantir que o nível do Tejo continua a descer.
"Não é expectável que tenhamos problemas, portanto, está a ser um final de tarde muito mais descansado e esperamos que amanhã continue assim", antecipou, perante as previsões que apontam para uma melhoria das condições climatéricas e a redução da precipitação.
David Lobato adiantou ainda que, caso estas expectativas se confirmem, na segunda-feira, o nível de alerta do plano da Proteção Civil distrital de Santarém poderá descer do vermelho para o laranja ou, "eventualmente, até ao amarelo".
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu em 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Leia Também: Caudais no Tejo mantêm-se altos mas com tendência a descer





