Nobel Maria Ressa e um dos pais fundadores da IA indicados para orgão da ONU
- 05/02/2026
A francesa Joëlle Barral, diretora de engenharia do Google DeepMind (a divisão de IA da gigante norte-mericana de tecnologia), e o etíope Girmaw Abebe Tadesse, investigador do laboratório da Microsoft dedicado ao uso de IA nas áreas de sustentabilidade, ajuda humanitária e saúde, também estão na lista apresentada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, hoje à imprensa.
Esses 40 nomes serão submetidos à Assembleia Geral das Nações Unidas, que terá a palavra final sobre a composição do grupo cujos membros têm mandato por três anos.
"Este será o primeiro organismo científico mundialmente totalmente independente dedicado a ajudar a preencher a lacuna de conhecimento sobre IA e a avaliar os impactos reais da IA nas economias e sociedades", acrescentou o secretário-geral.
A experiência dos membros abrange diversas áreas, desde machine learning [aprendizagem automática] até à governança de dados e cibersegurança, bem como saúde pública, desenvolvimento infantil e direitos humanos.
"Todos exercerão as suas funções a título pessoal, independentemente de qualquer governo, empresa ou instituição", acrescentou o chefe da ONU.
O primeiro relatório anual do grupo é esperado para o Diálogo Global das Nações Unidas sobre Governança da Inteligência Artificial, em julho.
Este grupo de especialistas, que pretende ser o equivalente ao IPCC para as mudanças climáticas, foi criado pela Assembleia Geral no final de agosto de 2025.
Leia Também: Agência da ONU "em modo sobrevivência" pede 340 milhões em doações





