Ourém disponibiliza formulário 'online' para levantamento de danos
- 03/02/2026
Num comunicado à população aquele município do distrito de Santarém, deu nota da disponibilização do formulário" que possibilita à população "indicar os estragos verificados e anexar fotografias dos mesmos".
Esta plataforma "visa complementar o trabalho técnico que está a ser realizado no terreno e contribuir para uma avaliação rigorosa do impacto da tempestade, essencial para o planeamento das ações de recuperação e acesso a mecanismos de apoio", refere o comunicado.
O formulário está disponível em www.ourem.pt e através do 'link' direto https://servicos.cm-ourem.pt/danos-tempestade/
A Câmara Municipal de Ourém afirma que "continua a enfrentar as consequências da depressão Kristin, com impacto um pouco por todo o concelho e danos severos em habitações, empresas e infraestruturas".
"Também as comunicações, o fornecimento de água e energia elétrica foram fortemente afetados pelo fenómeno meteorológico, com consequências ainda por resolver em várias freguesias do concelho, afetando de forma drástica as populações", acrescenta a autarquia que, num edital datado de 30 de janeiro definiu os prazos para remoção de árvores, ramos e detritos que obstruam vias e espaços públicos.
O edital determina que os proprietários, usufrutuários ou arrendatários de espécies arbóreas, arbustiva ou de outros objetos que se encontrem a obstruir, ou a pender, para a via pública ou espaço público, devem, num prazo de cinco dias, proceder ao seu corte ou remoção.
O objetivo, segundo a Câmara, é "repor a normalidade das condições de circulação" e contribuir para "uma melhoria da segurança rodoviária no concelho de Ourém".
Findo esse prazo, o Serviço Municipal de Proteção Civil do município, tomará posse administrativa desses bens e fará o seu encaminhamento, segundo o edital.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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