Ribeira da Laje galga as margens em Santo Amaro de Oeiras. Veja
- 04/02/2026
A passagem da depressão Leonardo já vai causando efeitos em Portugal continental. Em Santo Amaro de Oeiras, a Ribeira da Laje galgou as margens, dando origem a cheias que atingiram carros e obrigaram a cortar uma rua.
O Jardim Municipal de Oeiras, junto à estação de comboios, ficou parcialmente submerso, como mostram imagens partilhadas nas redes sociais.
Veja o vídeo na galeria acima.
No local, o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, explicou que "não é precisa muita chuva para aquela parte do jardim inundar".
"Se às 4h da manhã estiver a chover muito, é natural que transborde um pouco mais acima", afirmou, em declarações à SIC Notícias, já perto da meia-noite, referindo-se à ribeira, e dizendo que "neste momento, é uma situação normal quando há chuva intensa".
"Neste momento, ainda não houve problemas", garante, acrescentando que "apesar de ser uma área urbana", as casas no local encontram-se mais afastadas.
Pelas 23h30, fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (COMETLIS) confirmou à Lusa a situação na ribeira da Laje, referindo que os meios dos bombeiros e da polícia estão preventivamente posicionados caso seja necessário cortar vias.
Fonte do Comando Sub-regional da Grande Lisboa referiu à agência Lusa pelas 23h00 que entre as 08h00 e 23h00 de hoje foram registadas 39 ocorrências no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa.
A precipitação em Oeiras terá sido de mais de 20 litros por metro quadrado numa hora:
A Proteção Civil alertou para a possibilidade de inundações em zonas urbanas, cheias, derrocadas e acidentes em zonas costeiras, até quinta-feira, devido à passagem da depressão Leonardo por Portugal continental.
A partir da tarde desta terça-feira era esperada chuva forte e persistente, vento forte com rajadas até 75 quilómetros por hora no litoral a sul do Cabo Mondego (perto da Figueira da Foz, no distrito de Leiria) e até 95 quilómetros por hora nas serras do Sul.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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