Tejo Ambiente e Águas do Ribatejo garantem abastecimento nos 12 municípios
- 03/02/2026
Em nota de imprensa, a Tejo Ambiente, que serve cerca de 106 mil habitantes em Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar e Vila Nova da Barquinha, informa que, apesar de constrangimentos causados pela passagem da depressão Kristin, na quarta-feira, nomeadamente falta de energia elétrica, falhas nas comunicações e dificuldades de acesso, o abastecimento de água e o saneamento estão em fase de normalização.
A empresa refere que em Tomar foram registadas faltas de água pontuais, mas que agora o fornecimento está a ser assegurado com recurso a geradores e abastecimento do Rio Fundeiro.
Quanto ao saneamento, está maioritariamente em funcionamento, com exceção de pequenas estações elevatórias ainda a operar com geradores ou camiões.
Já em Mação, Ferreira do Zêzere, Sardoal e Vila Nova da Barquinha, o abastecimento de água está a fazer-se com normalidade, tendo a reposição da energia elétrica permitido retirar geradores móveis em várias localidades.
Em Ourém, os principais constrangimentos registaram-se ao nível do saneamento, com estações elevatórias e ETAR a funcionar com geradores ou a retomar atividade após a reposição de energia, mantendo-se o acompanhamento técnico no terreno.
Também o saneamento começa a ser normalizado nos vários concelhos, embora algumas ETAR permaneçam em 'bypass' ou com "operação condicionada devido à elevada pluviosidade", refere a empresa.
A Tejo Ambiente garante que a qualidade da água potável está "plenamente assegurada", cumprindo todos os procedimentos legais e operacionais de controlo e vigilância, "não existindo qualquer risco para a saúde pública". A empresa assegura ainda que mantém o "acompanhamento permanente da situação no terreno."
A Águas do Ribatejo, que serve cerca de 140 mil consumidores nos concelhos de Torres Novas, Chamusca, Alpiarça, Almeirim, Coruche, Salvaterra de Magos e Benavente, também assegurou à Lusa que não existem problemas no abastecimento, nem na qualidade da água, apesar de alguns locais ainda recorrerem a geradores por falta de energia elétrica.
Em comunicado, a empresa indica também que "monitoriza continuamente a rede", em articulação com a proteção civil e os municípios, garantindo a segurança do consumo público, e que reforçou o atendimento aos clientes, disponível em regime ininterrupto.
A Águas do Ribatejo sublinha ainda que as recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS) se referem apenas a águas não tratadas, como poços ou nascentes, podendo a água da rede pública ser consumida com total confiança.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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